Aonde estás, amor? Aonde…aonde…AONDE?

— Florbela Espanca

3:03
Não olhe para trás: o passado salta ao rosto como um gato enraivecido.

— Ana Cristina Cesar

7:55

Onze de março de dois mil e doze. Diante dos meus olhos se ergueu o primeiro muro entre nós… De palavras. Palavras ditas sem razão, confusas, embaralhadas. Dizíamos tudo e nada. Palavras desgovernadas, como se somente servissem para separar uma coisa da outra. E eu, mal sabendo, que talvez - apenas talvez - esse fosse o início de mais uma nova e longa jornada.

Raissa A.

9:47
Fez-se uma pausa no tempo, cesou todo meu pensamento, e como acontece uma flor, também acontece o amor… Assim, sucedeu assim. E foi tão de repente que a cabeça da gente, vira só coração.

— Tom Jobim

1:28
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

— Carlos Drummond de Andrade 

6:47
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!

Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça!

Tu foges-me, e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!

Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.

Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
……………………………………………………..
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!


ESPANCA, Florbela.
“Quem Sabe?!…”
O Livro D’Ele

10:23
Mata-me de rir
Fala-me de amor…

— BUARQUE, Chico.
Joana Francesa

10:10
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.

— Cinatti, RUY.
“Quando o Amor Morrer Dentro de Ti”
Obra Poética

9:28
Foi uma interrupção na série de tédios que lhe tomavam a alma. Tinha uma dor nas costas, que se calara em instantes. Voltou logo, teimosa aborrecida; Sofia reclinou-se na cadeira e fechou os olhos. Quis ver se passava pelo sono, mas não pôde. Os pensamentos eram teimosos como a dor, e ainda mais ruins que ela.

— Machado de Assis - Quincas Borba

11:31
1 2 3 4 next »